"59,5 kg. 468 seguidores no Twitter impressionados com todo meu conhecimento sobre livros de autoajuda. 0 pretendentes."
Sabe aqueles livros deliciosos que não queremos terminar? Tão prazerosos que sentimos um vazio antes mesmo de chegar na última página? Foi assim com Bridget Jones - louca pelo garoto, o terceiro da série de Helen Fielding. A boa e velha (sem trocadilhos) Bridget continua lá: atrapalhada, cheia de planos - mas com pouca vontade de realizá-los - comilona e super divertida. Depois de 17 anos do lançamento de O Diário de Bridget Jones (1996) e catorze de Bridget Jones: o limite da razão (1999), reencontramos a personagem com 51 anos (ou melhor, 35, já que esta é uma boa idade para as mulheres estacionarem a contagem). Difícil é não associar Bridget à imagem de Renée Zellweger, que a interpretou no cinema.
Seu novo diário começa com o telefonema da amiga Thalita a convidando para seu aniversário de 60 anos. Só que é justo no dia em que o novo namorado de Bridget fará 30. A partir daí, ela retrocede um ano para explicar como chegou aos 51 com um cara de 29. Seu marido, o galã Mark Darcy (aqui vejo o Colin Firth), morreu num acidente. Viúva com dois filhos pequenos, Billy e Mabel, ela tem que lidar com escola, comida, dentista, vídeo game, Bob Esponja e tudo mais sozinha.
Após quatro anos, resolve dar a volta por cima e com a ajuda dos amigos revive os tempos em que era solteirona. Emagrece 20 quilos, passa a ir às baladas, depara-se novamente com o dilema "será que ele vai ligar?", cadastra-se em sites de namoro, começa a escrever um roteiro de cinema e abre uma conta no Twitter. E é aí que encontra o tal garotão, o Roxter. É nessa rede social que temos as melhores passagens do romance. É de chorar de rir a relação da @JONESINHABJ com seus seguidores, em especial quando assume uma postura séria e preocupada com o público, dizendo-se líder da tal comunidade. Pena que depois seus tweets sejam substituídos por trocas de mensagens por telefone. Aliás, confesso que me irritou o fato de ela não conseguir se concentrar em nada sem espiar a tela do iPhone. Isso me irrita na vida real e me irritou também na ficção. O seu ex, Daniel Cleaver Hugh Grant, faz participação especial como padrinho das crianças (?). Parece que ganhou o papel apenas por consideração. Enfim, não dá para contar mais. Adianto, porém, que o final é óbvio. Com direito a festa de Natal e “puxa, era você”. Ops, será que vou estragar algo? Incorporei a personagem ;-)
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Cartaz do filme baseado
no primeiro diário |