sábado, 4 de março de 2017

a fórmula do amor



Einstein e suas teorias são o foco deste entediante livro de Francesc Miralles e Álex Rovira. Mas que fique claro: não é a física que o torna cansativo. 

Javier é jornalista em uma emissora de rádio. Certo dia, por falta de outra pessoa, é convocado a participar de um debate com o autor de um livro sobre Einstein. Após o confronto nada agradável, recebe uma misteriosa carta dizendo para ir até uma cidade vizinha. Sem ter programa melhor, vai e descobre que a casa pertenceu ao célebre cientista. Lá conhece outras cinco pessoas. Todas envolvidas com pesquisas sobre Einstein. Uma delas é o anfitrião, que logo após a inusitada reunião é assassinado. Logo na sequência, Javier recebe um e-mail com outro convite. Desta vez, para finalizar o projeto do cara que morreu, que tinha como objetivo trazer à tona a última descoberta do físico alemão. Não precisa ser gênio para descobrir qual ela é, já que a edição portuguesa do livro, a que eu li, já diz logo no título: "A fórmula do amor". O original, em espanhol, é “A última resposta”. Começa, então, a jornada, que inclui países da Europa e América do Norte, sempre seguindo os rastros de Mileva, primeira mulher de Einstein, e quem estava, segundo o romance, por trás das suas teorias. Tem mulher fatal. Tem flerte: Javier com sua parceira na pesquisa. Tem mais mortes. Tem enigmas a serem descobertos.

Tudo dividido em quatro partes: ar, terra, água e fogo. Cada uma delas com vários capítulos, sempre abertos com uma frase bonitinha. Caminho a ser percorrido até chegarmos à quintessência: o amor, que tudo cura e tudo pode. Balela sem fim. Nem mesmo as incursões na física e suas teorias salvaram o livro e sua fracassada tentativa de ser um suspense. No fim a resposta estava no quintal de casa, o que me lembrou o desfecho de “O Alquimista”, de Paulo Coelho.

Enfim, não vou dizer mais nada porque ainda estou com raiva. Principalmente, porque havia gostado muito de outros coisas que Miralles escreveu (“Queria que você estivesse aqui”, “O melhor lugar do mundo é aqui” e “Amor em minúscula”. E procurei outro livro seu justamente para descansar, ficar com aquele sorriso bobo depois de ler algo bonito. Mas que nada. Fiquei ainda mais triste porque a leitura anterior, outra promessa (“A livraria mágica de Paris”), também tinha sido ruim. Quem sabe, mais para frente, passado o meu mau-humor, eu não abrande minha crítica. #sóquenão.

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