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domingo, 7 de junho de 2020

a mulher na janela




"Não é paranoia se está realmente acontecendo."


Romance de tirar o fôlego. O norte-americano A. J. Finn nos dá, no decorrer da leitura, várias pistas falsas. Confesso que estava apostando em um desfecho que não aconteceu, o que foi bom, pois teria ficado decepcionada se minhas previsões tivessem sido concretizadas. Anna Fox é psicóloga e mora sozinha após ter sofrido uma grande perda. Ela não consegue sair de casa, tem agorafobia e tudo que faz é ficar trancada, bebendo muito vinho, falando com estranhos pela internet, assistindo a filmes antigos (sabe as falas de cor e muitas vezes sua realidade se confunde com a ficção) e espionando os vizinhos pelas lentes de sua câmera fotográfica, em especial os recém-chegados Russells. Não é à toa que Hitchcock é um de seus cineastas favoritos. E é num de seus zooms que vê algo bem esquisito e que vai atormentá-la ainda mais. O bacana deste livro é que a narrativa nos conduz a termos as mesmas percepções que a protagonista. Será que tudo não foi fruto da imaginação? E esta dúvida é sanada de forma totalmente imprevisível, o que torna a leitura uma grande experiência. Não posso dizer mais nada para não estragar as surpresas. Livro super recomendado :-) Virou filme, mas não é tão bom quanto o romance.



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