domingo, 15 de dezembro de 2013

o sofá laranja

 

Mais um livro que encontrei por acaso. A capa é interessante, o título inusitado. Vou direto ao primeiro capítulo. Ou melhor, à primeira carta. Pronto. Agora "O sofá laranja", primeiro romance da brasileira Fania Szydlow Benchimol está comigo. Eu o li em uma hora. O texto é rápido, com frases curtas, algumas rimas. São 23 cartas escritas por uma mulher, Susan, ao seu marido, Sam, entre 1 e 24 de janeiro de 2002. Por ser um dia cheio de recordações, ela pula o dia 14. Todas são encontradas juntas, amarradas com uma fita laranja, em um dos bancos do Central Park, no outono de Nova York.

Nelas, a remetente parece estar em transe, perdida em suas angústias e começa a escrever para esquecer. E assim fala sobre os momentos comuns dos dois. Sobre o que os une, como o sofá laranja que decora a sala, a metáfora do aconchego, da rotina e do que ambos construíram juntos. Mas não é do passado que ela tem saudades. "Tenho saudades do que não puder mais viver com você." Já imagina o que pode ter acontecido? Vá em frente e desfrute da leitura. Sem expectativas. Mas com a curiosidade que missivas alheias provocam.

Outono em Nova York, quando as cartas foram encontradas. Talvez em um desses bancos

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