terça-feira, 7 de janeiro de 2020

um dia de dezembro



"Sei que é doloroso abrir mão de alguém que se ama, mas não acredito que somos destinados a apenas uma pessoa no mundo."


Eu queria fechar o ano com uma história natalina. Algo que me remetesse, mesmo morando no calor sufocante dos trópicos, ao inverno, à neve e ao estereótipo da magia que me apresentaram quando criança, por meio de desenhos como o Snoopy. Mas devo confessar que gosto e muito. Tanto que não tenho vergonha alguma de dizer que Natal, na minha opinião, é sinônimo, também, de neve. Enfim, lá em julho, eu já tinha colocado na agenda que compraria "Um dia em dezembro", de Josie Silver. É um romance chick-lit, que vai pegar praticamente uma década da vida das personagens. Nada de extraordinário. O mote é o seguinte: uma garota inglesa de vinte anos sonha em ser uma grande jornalista, sua cabeça está cheia de sonhos e a realidade, diferente do que imagina para o futuro, a atormenta. E um fato vai alimentar ainda mais seus devaneios. Ao sair do trabalho no meio da confusão londrina de fim de ano, vê pela janela do ônibus em que está o cara mais lindo da vida. A paixão é imediata. Em um momento, ela tem a certeza de que ele entrará no veículo. Mas isso não acontece e ela passa o ano inteiro seguinte, com a ajuda da melhor amiga, atrás dele. Claro que inutilmente, já que a única referência que tem é o ponto de ônibus em que ele estava. Até que numa bela noite, Sarah, a amiga, apresenta seu novo namorado. Adivinhe quem é? Adivinhe? Sim, claro. Ela esconde a verdade, finge que não o reconhece e começa o drama. Do lado dele, temos a mesma coisa. E assim vai, por anos. Até que…, bem não preciso terminar e nem dar alerta de spoiler. Mais previsível, impossível. Contudo, aqui e ali, temos trechos bacanas que deixam a leitura fluir. Feliz 2020. Com muitos flocos de neves para todos ;-)

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