terça-feira, 21 de julho de 2015

as sete irmãs

Acabei de ler mais um livro de Lucinda Riley. Eu tinha prometido parar por conta do cenário do seu último lançamento: Rio de Janeiro. Não que eu não goste da cidade maravilhosa, mas sempre me encantei por seus livros por trazerem paisagens frias. Achei que Rio 40 graus não iria combinar. Mas ganhei o exemplar de “As sete irmãs” e na mesma hora comecei a leitura. Eis que estava enganada. Rio de Janeiro caiu muito bem nas histórias de época da autora. O livro faz parte de uma super saga que remete à Constelação das Plêiades, que por sua vez homenageia as sete filhas de Pleione e Atlas na mitologia grega. Ao todo serão sete volumes, um para cada irmã do título. 

Maia D'Apliése viaja, por meio de cartas e diálogos, para as terras fluminenses do início do século passado, precisamente na época em que o projeto do Cristo Redentor ganhava força e forma, ao mesmo tempo em que a riqueza do café se evaporava. Misturando personagens fictícios com personalidades reais, como o brasileiro Heitor da Silva Costa e o francês Paulo Landowski, cujos herdeiros ainda disputam a autoria do Cristo, inclui todos os elementos já conhecidos: amor impossível, morte, choro e hora de recomeçar.

Acompanhamos um pouco o processo criativo das primeiras esculturas que levaram ao monumento e os conflitos da sociedade carioca daquela época. Paris também faz uma ponta. Parece, na verdade, uma novela das seis. Bem bonitinho.

Tudo começa, ou termina como é o caso dos livros dela, na Suíça dos dias atuais. Maia e suas cinco irmãs foram adotadas por Pa Salt. Ninguém sabe ao certo em que circunstâncias. Assim como também não sabem por que a sétima ainda não chegou. Mas daí ele morre e deixa pistas para todas sobre suas origens. E cada um dos livros abordará uma delas. Pelo que ouvi, vai demorar uns dez anos até que todos os livros sejam concluídos. No Rio, Maia fica hospedada no mesmo hotel que fiquei há algum tempo. A descrição da autora é perfeita. Foi como reviver um fim de semana passado lá. Enfim, bom para relaxar. Previsível. Mesmo assim, sigo lendo e aguardando o livro 2 ;-)

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