domingo, 4 de janeiro de 2015

o cão que guarda as estrelas


Foi com lágrimas que terminei a leitura de 'O cão que guarda as estrelas', belíssimo mangá de Takashi Murakami. Conta a história de 'Happy', cachorrinho que ainda filhote foi adotado por uma menina. No começo, era a alegria da garotinha. Mas logo foi sendo deixado de lado. Ficou próximo mesmo do pai, que sempre o levava para passear. Momentos em que conversavam bastante. E foi com o 'papai' que ficou após o divórcio. Juntos, saem de casa e viajam sem rumo. A partir daí o amor entre eles torna-se cada vez maior. O homem chega a vender tudo o que lhe restou para pagar a cirurgia do cão quando ele adoece. O mais bonito de tudo é o inocente pensamento do cão, muito bem retratado nos desenhos. Quase no fim, espécie de posfácio, outra história surge, com outras personagens, com girassóis, mas ainda envolvendo o relacionamento com cães. Neste momento, fica a mensagem, de partir o coração, a todos que deixam seus animais de estimação de lado. Porque os cachorros estarão lá, sempre os esperando. E sorrindo.

Como nunca é demais dizer, nunca comprem animais. Nunca os dê de presente por modismo para alguém que diz que quer raça tal. Bicho não é mercadoria. Não merece ficar exposto numa prateleira a espera de alguém que o vê como brinquedo que se movimenta. Cachorro é puro amor, mesmo quando ele não é devidamente correspondido.

Trechos

"Eu só dei atenção para ele nos primeiros dias. Logo arranjava coisas mais interessanntes para fazer e deixava o cachorro de lado. Mesmo assim, nas poucas vezes que brincava com ele, ele ficava tão feliz que dava dó. Ele sempre trazia a bola esperando por esta atenção. O cachorro está sempre esperando."

"Um cachorro sempre me inspira pena. Eu nunca fui um bom dono. 'Eu não tenho tempo para brincar com você!' Fiquei tão irritado com a insistência dele. Que fingi que ia brincar. E acertei o focinho dele com tudo. Mesmo assim, os olhos dele não demonstraram nenhuma reprovação ou desprezo. E com uma expressão de 'desculpa, eu não entendi direito a brincadeira.' Ele ficou lá, me olhando."

"O que eu fiz por ele? Devia ter brincado mais. Devia ter levado mais para passear. Devia ter deixado que cheirasse a mureta, o meio-fio e o poste o quanto quisesse em vez de puxá-lo à força. Devia tê-lo amado sem medo."


E assim iniciamos a leitura :-)

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