terça-feira, 16 de julho de 2013

o morro dos ventos uivantes

Tem um trecho em "O morro dos ventos uivantes", de 1847, que sempre resgato na tentativa de encontrar conforto para a dor causada pela morte. Diz a moça que ama tanto o pai que se pudesse escolher quem morreria primeiro, não teria dúvida: ele. Que ela fique com a dor da perda e não o pai. Achei lindo. Li o livro duas vezes, há anos. A terceira será muito em breve. Fala sobre o amor, a obsessão e os traumas de quem é renegado. Quando criança, Heathcliff é adotado pelo Sr. Earnshaw, que já tem duas crianças. É tratado hostilmente pelo filho, Hindley, e venerado por Catherine, sua outra herdeira. Contudo, ela não abre mão do status e casa-se com outro. Extremamente magoado, Heathcliff desaparece. Retorna outra pessoa e com muito dinheiro. E, claro, está disposto a vingar-se de todos que quiseram seu mal. Ouvimos boa parte da história por meio da ex-governanta da família, a Nelly. O romance é excelente e envolvente. Aliás, o único da inglesa Emily Brontë, que morreu aos 30 anos. Ganhou diversas versões para o cinema. Vi as duas últimas (1992, com Juliette Binoche, e a de 2012) e não gostei. Não traduziram o mistério que a leitura proporciona. A imagem ao lado traz a edição que tenho, de 1995, coleção Imortais da Literatura da Nova Cultural. Clássicos são eternos e sempre devem ser revisitados :-)

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