quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

você está escrevendo direito?


Erros de português todos comentem. Inclusive, não é crime. Pode ser que você perceba alguns nas próximas linhas. Atire a primeira pedra o professor de português que nunca cometeu uma falta? O mesmo vale para os profissionais da área de comunicação.

Nossa língua é difícil, cheia de armadilhas:  quando usar “ç”, “ss”, “z”, “sc”? E os verbos e suas flexões? Impossível nunca ter dúvidas na hora de escrever ou falar da forma correta: eu caibo, ele varia. Concordo, também, que não precisamos conhecer todas as regras que determinam os acentos ortográficos, como aquela que define que as proparoxítonas são acentuadas: árvore, mágica etc.

Da mesma forma, não condeno as escapadelas por erro de digitação, desde que esses desvios não ocupem o texto inteiro: paixõa, por exemplo. Sabemos que foi um leve deslize ao digitar a palavra que simboliza um dos sentimentos mais ardentes.

Não costumo julgar, com tanta frequência, vírgulas fora do lugar ou a falta dela. Não é problema que as pessoas não se atentem para o fato que vocativo pede vírgula: Olá, Kátia. Enfim, tudo isso é perdoável, haja vista a complexidade de nosso idioma.

Contudo, há casos que doem. Maxucam. Ops, doeu aí? Mas vai ficar assim mesmo. Aqui, acolá e lá, já vi visinho, encomodar, análize.

O Facebook, Twitter e demais redes sociais entregam todas as nossas fraquezas diante do Português. E-mails corporativos as reforçam e indicam que houve falhas na educação. Sempre procuro escrever com o dicionário por perto. Conferir é rápido e alimenta as boas letras. E se ele não elimina minha dúvida, mudo a palavra, mudo a frase, mudo o jeito de dizer.  Peço para o colega revisar, às vezes, até uma linha, dependendo da importância e do destinatário.

A reforma ortográfica, que já é obrigatória desde o dia 1º de janeiro, ainda gera dúvidas, sobretudo na utilização do hífen: ultrassom, inter-racial, autoescola. Temos muito o que estudar. Sempre. Para isso, a leitura é o melhor caminho. A curiosidade e a força de vontade são as melhores escolas. Enquanto isso, que tal prestarmos mais atenção nas palavras e no que elas têm a nos dizer, evitando machucar os olhos de nossos leitores. Vale para a escola, para a profissão, para as redes sociais. E se interessa a observação, já vi colegas desistirem de paqueras por erros grotescos na escrita. Sem contar os inúmeros bons empregos perdidos.

Abaixo, os 12 erros mais comuns de nossa língua, segundo o jornal “O Globo”. #ficaadica

"Fazem cinco anos que trabalho no setor"; em vez de "Faz cinco anos..." (concordância verbal)

"Vou estar enviando o documento"; em vez de "Vou enviar o documento." (gerundismo)

"A nível de empresa ..." (modismo; deve-se substituir a expressão por "em relação a, em se tratando de, quanto a")

"Na medida em que ganhamos mais clientes..."; em vez de "À medida que" (a primeira forma indica causa, e não proporção)

"O índice valorizou 10%"; em vez de "O índice se valorizou 10%" (o verbo é reflexivo)

"Esse é o documento que preciso"; em vez de "Esse é o documento de que preciso" (regência verbal)

"Se eu ver o colega, aviso"; em vez de "Se eu vir o colega" (erro na conjugação do verbo ver)

"Há menas coisas..."; em vez de "menos coisas" (concordância nominal)

"O meu resistro profissional... "; em vez de "registro profissional" (ortografia)

"Eles reteram o documento..."; em vez de "retiveram" (conjugação verbal)

"Deixe esse ofício para mim fazer"; em vez de "para eu fazer" (uso inadequado do pronome)

"Não se preocupa, vamos bater a meta"; em vez de "Não se preocupe" (mau uso do imperativo negativo)


Todos erram, mas é muito melhor acertar
 Imagem extraída do blog Distração Digital


3 comentários:

  1. Texto bem descontraído, com dicas bacanas e que aborda um assunto importante, pelo menos para nós. Parabéns.

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  2. Obrigado pela colaboração, Colega!...

    Gostaria de dizer-lhe, no entanto, que o portugês não é mais nem menos difícil que qualquer outra língua.

    Difícil é usar a língua-padrão, que é diferente da língua falada nas diversas situações e regiões.

    A língua-padrão é uma segunda língua para cem por cento dos falantes, mesmo para os que a usam diariamente.

    José Pereira da Silva

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