segunda-feira, 15 de abril de 2013

e eu me rendi ao e-book

Estou lendo meu primeiro e-book. E confesso: adorando a experiência. Comprei meu e-reader recentemente. Mas com a promessa de não abandonar os livros impressos com suas texturas, cheiros e formas.

Meu aparelho é leve. A tela lembra muito o papel. Dá para fazer anotações. “Dobrar” a ponta da página. Ressaltar palavras e textos. Tem dicionário. É possível armazenar uma biblioteca inteira. Cabe fácil, fácil na bolsa. Aprendi as vantagens do formato e-pub e sua versatilidade ao permitir aumentar, diminuir e até trocar a fonte do texto. Ao mesmo tempo, questiono-me sobre a pirataria e a eventual adulteração. Tudo parece ser mais fácil no meio digital. Para o bem e para o mal.

Antes do meu leitor digital com tela monocromática, já havia tentado ler no meu tablet. Não gostei. Penso que é local para leituras rápidas. Talvez possa cair bem para livros infantis – cheios de animações, porém, para meus livros ainda fico com o preto no branco. Cansa bem menos a vista.

A desvantagem é que não dá para aninhá-lo nos braços após trecho que nos deixa, assim, a fantasiar. Ele precisa de energia elétrica para funcionar, o que requer cuidado para não ser surpreendida pelo fechamento automático do arquivo. Acredito ainda que o meu brinquedo novo não durará séculos, como certas reproduções que o tempo torna cada vez mais valiosas.

Enfim, há pouco mais de um ano, publiquei aqui no blog o post “Nunca li e-book”. Continuo pensando da mesma forma. Mas enquanto o mercado editorial, de forma incerta, discute o futuro do livro, eu apenas descubro nova forma de viajar por meio da literatura.

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