segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

como ter uma vida normal mesmo sendo louca

Esqueçam o título: 'Como ter uma vida normal sendo louca'. Ele não deve ser levado em consideração ao adquirir o livro de Camila Fremder e Jana Rosa. Apesar de as autoras dizerem que trata-se de um guia para loucas, o foco não é bem este. Na verdade, são piadas leves sobre as moças que querem mascarar o que são: solteiras frustradas, gordas, preguiçosas, alienadas, endividadas, que se acham um 'zé ninguém'. Traz as várias desculpas para a falta de esforços de quem quer emagrecer, ensina como terminar um relacionamento que incomoda (namorado ou amiga), dá sugestões para mostrar que você tem uma vida agitada quando na verdade passa a maior parte do tempo na cama comendo, para fingir que é intelectual ou blogueira de sucesso (aliás, parece ser o sonho de consumo das leitoras, segundo o livro) e por aí vai.

Apesar de não servir para muita coisa na prática, você se diverte com os tópicos abordados, como as 'quinze técnicas para avisar que um amigo fede'. O que fazer? Ligue de número desconhecido para tal pessoa, faça voz de assassino e diga: 'VOCÊ FEDE'. Outro ponto interessantes são os macetes para evitar uma conversa chata. No avião você pode deixar no seu colo o guia, que elas explicam como fazer, 'Doenças Ginecológicas de A a Z'. A ideia é evitar que a pessoa ao lado tente alguma aproximação. Bom passatempo. Agora se quiser dicas que sirvam para a vida, recomendo a leitura de 'É tudo tão simples', de Danuza Leão, que vai pela mesma seara, mas de forma mais convincente.

Trechos

"Nos dias de hoje, ser solteira pode ser a pior coisa do mundo, e, por mais que você não concorde, as pessoas vão sempre te olhar como se você tivesse uma doença contagiosa e vão fazer de tudo para tentar te curar desse mal."
"Tenha sempre amigas prontas para a caça, para te chamarem pra sair e pireguetear, porque nada estraga mais a vida de uma solteira do que só ter amigos casais e gays. Você também pode não sair de casa e fingir que está indo a festas exclusivas, que amigos imaginários te chamaram. Fotografe taças, garrafas, poste em redes sociais e escreva frases como 'having fun' e 'having a good time'. Sempre funciona."

Para não ir a um jantar (fiquei com vontade de fazer): 'quando a pessoa em questão for muito chata, alguém que estudou com você, mas que você nem passava o recreio junto e que agora está forçando a intimidade só porque descobriu que você tem um Facebook badalado, não tenha medo de magoá-la. Diga que vai, sim, mas não apareça, e quando a encontrar novamente, puxe o assunto dizendo que adorou aquele dia e que está louca para marcar um outro encontro de novo, e sai andando fazendo sinal de paz e amor.'

Como entrar em qualquer lounge na semana de moda: "Arrume algum amigo e finja que ele é seu assessor. Ele deve ficar berrando ao telefone assuntos de contratos e comissões. É importante que ele pareça muito estressado a ponto de matar a pessoa, caso ela não te deixe entrar. Ele deve mandar a menina da porta chamar o Claudinho, assessor do lounge (todo lounge tem um assessor chamado Claudinho). Pode ser que essa não funcione, já que todo mundo faz isso, então quando você contratar uma migo para ser o seu assessor, contrate mais três pessoas para pedirem uma foto com você na porta do lounge e perguntarem: 'Quando é a próxima gravação?' (todo mundo fica deslumbrado com a palavra gravação").

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