sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

provence



“Toda mulher precisa de pelo menos um verão na vida em que possa se perder.”


Provence, o lugar onde se curam corações partidos”, de Bridget Asher, pseudônimo da norte-americana Julianna Baggott, é o que chamo de leitura fofa. Apesar de partir de uma situação triste, traz momentos de bom humor e o cenário perfeito para fugirmos da realidade e descansarmos a cabeça. 

Heidi perdeu o marido em um acidente de trânsito há dois anos e ainda não se recuperou da tragédia. Ela mora com o filho de oito anos e, com exceção dos cuidados com o garoto, deixou de fazer tudo o que gostava, incluindo o trabalho em sua confeitaria. 

No dia do casamento da irmã, a dor é ainda mais forte por lhe fazer lembrar dos momentos que deixou de viver com Henry. Vendo seu estado desesperador, sua mãe planeja uma viagem à região da Provence, na França. A desculpa é que ela ajude a reformar a casa da família na qual costumava passar as férias de verão quando criança. Acontece que a própria mãe também tem suas frustrações e alguns segredos. Nada demais. Mas o gostoso é o cenário, as situações corriqueiras que a personagem principal vivencia durante a viagem. Para começar, a casa fica aos pés do monte Sainte-Victoire, o mesmo tantas vezes retrato pelo impressionista Paul Cézanne. Quanto privilégio! 

Claro que haverá um novo romance. Claro que tudo é previsível. Há personagens secundários totalmente sem graça. Ainda assim foi uma boa leitura, que me deixou com uma vontade louca de fazer o mesmo roteiro. 

Boa viagem ;-) 

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Uma das pinturas de Cézanne inspiradas no monte Sainte-Victoire

3 comentários:

  1. Sua descrição dos positivos desse livro me lembrou de O Silêncio Dos Amantes, da Lya Luft. Só que esse é profundo! Me deu até vontade de ler de novo.

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    1. Oi! Eu ficaria com vontade de ler se não tivesse certa aversão por esta autora. Outro dia disse algo sobre animais que me incomodou. Tudo bem que cada um fala o que quer, mas sendo ela formadora de opinião, fiquei chateada. Enfim.

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