quinta-feira, 16 de novembro de 2017

a lista dos meus desejos


Jocelyne está com quase cinquenta anos. Tem dois filhos e é casada com Jocelyn. Havia uma chance em um milhão de ela se casar com alguém que tinha a versão masculina do seu nome. E isso aconteceu. Temos, assim, o casal Jo e Jo no romance “A lista dos meus desejos”, do francês Grégoire Delacourt. Pelo que ela nos conta, a vida do casal é simples. Eu diria que morna. Sem sal. Mas vão tocando. Ela é uma pessoa com baixa autoestima. Se acha feia e sem atrativos. Tem um armarinho e, contrariando todas suas expectativas, fica famosa nas redes sociais com um blog sobre tricôs, o “dedosdeouro”. Mais uma chance em um milhão do sucesso ter acontecido. É cercada por bons amigos, entre eles duas irmãs gêmeas que estão sempre apostando a sorte na loteria. Por influência delas, Jocelyne acaba jogando uma única vez. E ganha. A partir daí tem que lidar com o dilema que surge: como trocar a passividade de seus dias pelas mudanças que o dinheiro pode trazer. Pensa nos filhos. O rapaz ambicioso. A filha mais ligada em artes e movimentos sociais. Pensa no marido e nos poucos e bons momentos que passam juntos. Enquanto fica ali, meio que paralisada e sem saber se vai descontar o cheque de dezoito milhões de euros que recebeu, é surpreendida por algo que vai machucá-la profundamente. Só posso dizer que fiquei com muita raiva. Mas estamos diante de um livro previsível, que vai tentar nos dar uma lição de moral. Bem ou mal, até que gostei. Será que diante de tudo isso eu hesitaria em descontar o cheque? Hmm, sei não ;-)

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