segunda-feira, 27 de maio de 2019

paris é sempre uma boa ideia



"Queria ir (naturalmente!) à Shakespeare and Company para andar um pouco entre os livros e sentir o cheiro daqueles tempos quase esquecidos em que a literatura ainda movia mundos."

Mais um livro bobinho para minha coleção. Precisava depois de semanas estressantes e leituras pesadas. E, claro, "Paris é sempre uma boa ideia". Nada mais chamativo para o título de um livro, principalmente para quem é apaixonada por essa cidade. Aqui, o francês Nicolas Barreau segue a mesma fórmula de outro romance dele que li, "O sorriso das mulheres". Há pontos turísticos, restaurantes e confusões sobre quem escreveu este ou aquele livro. Mudam os personagens e suas profissões, apenas. Mesmo assim, vale pela viagem. O que me chateou, porém, foram os inúmeros erros de português. No prefácio, a publisher da Primavera Editorial, responsável pela edição brasileira, elogia a tradução. Acredito que ela não tenha se atentado ao texto final. Não foram dois ou três erros que encontrei. Quase posso dizer que havia um erro a cada cinco páginas. Descaso total com o leitor. 

Enfim, o romance até que é gostoso. Rosalie tem uma papelaria no boêmio bairro Saint-Germain. O diferencial é que ela ilustra cartões postais, personalizando a mensagem. Você diz uma frase ou um tema e ela desenha. Fiquei com vontade de encomendar um para mim. Apaixonada por rituais, todo ano, no dia do seu aniversário, ela sobe na torre Eiffel e joga um cartão com um desejo secreto. E não é que seus sonhos começam a se tornar realidade. A começar pelo convite que recebe para ilustrar o livro do seu autor favorito na infância. Claro que haverá uma paixão, coincidências improváveis, desencontros e um final feliz. Afinal, essa é a intenção. 

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