sábado, 16 de março de 2019

o maravilhoso bistrô francês



"Quem se diminui não 
é amado, e desprezado."

Logo nas primeiras páginas, "O maravilhoso bistrô francês", da alemã Nina George, me lembrei de “O melhor lugar do mundo é aqui”, do espanhol Francesc Miralles. Em ambos, a história começa com uma tentativa de suicídio. E os motivos são bem parecidos: desilusão, solidão e tristeza profunda.

Apesar de o desenrolar da história ser diferente, até que as semelhanças seguem até o final. Tanto Iris, de Francesc, quanto Marianne, de Nina, acabam tendo suas tentativas frustradas e são guiadas por caminhos que as levam a repensar e a recriar suas histórias. Enquanto no primeiro temos um misto de fantasia com realidade, no segundo, apesar de também ter suas passagens fantásticas, temos um desfecho bem possível de acontecer a qualquer um de nós. Basta estarmos abertos e termos a coragem de Marianne. Ela tem sessenta anos, é alemã e está passeando em Paris com o marido, que pouco se importa com ela. Durante uma escapada do restaurante em que estão jantando com outras pessoas, ela vai até as margens do rio Sena e se joga nas águas. É resgatada por um morador de rua e levada para o hospital. O marido chega e, em vez de perguntar o que a levou a tal atitude radical, a agride, fazendo com que ela se sinta ainda pior. Sem ter nada a perder, ela foge e se depara, em uma loja, com um azulejo que traz uma paisagem litorânea que chama sua atenção. Trata-se de Kerdruc, região da Bretanha na França. Pronto. Essa passa a ser sua obsessão. 


A região da Bretanha é cenário deste livro
Mesmo sem ter muito dinheiro, com a ajuda de outras pessoas, acaba alcançando seu destino. A partir daí, sua vida muda completamente. Passa a ser querida pelos moradores, sente-se útil, muda o visual e encontra o amor. Eu estava com um pé atrás em relação a essa autora. Simplesmente odiei seu outro livro que li, “A livraria mágica de Paris”. Confesso que só engatei essa outra leitura porque foi um presente. E até que uma boa surpresa. Nota 6/10 ;-)

"Quanto mais tempo uma mulher vivia, mais começava a descobrir. Se deixasse de lado os velhos sonhos de casamento, filhos, amor para sempre e sucesso profissional, todos nascidos das convenções, começaria uma vida em que o restante estaria lá para ser conquistado. Apenas quando cada um descobria seu verdadeiro lugar no caminhar das coisas, encontrava um sentido."

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