domingo, 31 de março de 2019

o sorriso das mulheres





"Seria possível entender uma pessoa em seu íntimo mais profundo? O que a movia, o que a motivava, com o que ela realmente sonhava?"


"O sorriso das mulheres", do francês Nicolas Barreau, é uma leitura leve, descontraída e fofa. Boa para aqueles momentos em que não queremos grandes preocupações. E de quebra ainda temos Paris e seus encantos. Aurélie Bredin toca com muito orgulho o restaurante que foi do seu pai. E tudo vai bem na sua vida até que leva um fora do namorado. Desesperada, vagueia sem destino pelas ruas parisienses, cumprindo as etapas de luto que todos que sofrem por amor passam. Até que vai parar em uma pequena livraria e - claro que algo fantástico acontece - recebe a indicação de um romance que é a sua cara. Literalmente. Ao ler a sinopse, percebe que o cenário é seu restaurante e que a protagonista é justamente ela. Rapidamente, esquece o moço que a deixou e parte para outra: encontrar o escritor de tal livro. Por outro lado, esse autor parece não ser adepto da vida em público. Todo o contato é feito por maio  da intermediação é feita por seu agente, que se apaixona por ela. Contudo, ele tem um segredo que o impede de seguir adiante nas investidas. O final é absolutamente previsível. Mais clichê, impossível.

sábado, 16 de março de 2019

o maravilhoso bistrô francês



"Quem se diminui não 
é amado, e desprezado."

Logo nas primeiras páginas, "O maravilhoso bistrô francês", da alemã Nina George, me lembrei de “O melhor lugar do mundo é aqui”, do espanhol Francesc Miralles. Em ambos, a história começa com uma tentativa de suicídio. E os motivos são bem parecidos: desilusão, solidão e tristeza profunda.

Apesar de o desenrolar da história ser diferente, até que as semelhanças seguem até o final. Tanto Iris, de Francesc, quanto Marianne, de Nina, acabam tendo suas tentativas frustradas e são guiadas por caminhos que as levam a repensar e a recriar suas histórias. Enquanto no primeiro temos um misto de fantasia com realidade, no segundo, apesar de também ter suas passagens fantásticas, temos um desfecho bem possível de acontecer a qualquer um de nós. Basta estarmos abertos e termos a coragem de Marianne. Ela tem sessenta anos, é alemã e está passeando em Paris com o marido, que pouco se importa com ela. Durante uma escapada do restaurante em que estão jantando com outras pessoas, ela vai até as margens do rio Sena e se joga nas águas. É resgatada por um morador de rua e levada para o hospital. O marido chega e, em vez de perguntar o que a levou a tal atitude radical, a agride, fazendo com que ela se sinta ainda pior. Sem ter nada a perder, ela foge e se depara, em uma loja, com um azulejo que traz uma paisagem litorânea que chama sua atenção. Trata-se de Kerdruc, região da Bretanha na França. Pronto. Essa passa a ser sua obsessão. 


A região da Bretanha é cenário deste livro
Mesmo sem ter muito dinheiro, com a ajuda de outras pessoas, acaba alcançando seu destino. A partir daí, sua vida muda completamente. Passa a ser querida pelos moradores, sente-se útil, muda o visual e encontra o amor. Eu estava com um pé atrás em relação a essa autora. Simplesmente odiei seu outro livro que li, “A livraria mágica de Paris”. Confesso que só engatei essa outra leitura porque foi um presente. E até que uma boa surpresa. Nota 6/10 ;-)

"Quanto mais tempo uma mulher vivia, mais começava a descobrir. Se deixasse de lado os velhos sonhos de casamento, filhos, amor para sempre e sucesso profissional, todos nascidos das convenções, começaria uma vida em que o restante estaria lá para ser conquistado. Apenas quando cada um descobria seu verdadeiro lugar no caminhar das coisas, encontrava um sentido."

sábado, 2 de março de 2019

a irmã lua


"- Por que você está otimista? 
- Porque é a nossa única opção."

E termino mais um livro da série das Sete Irmãs, de Lucinda Riley. Não há muito o que dizer, exceto que desta vez fui para Inverness, na Escócia, e Vale Nevado, na Espanha. Eu já estive na Escócia e uma das vistas mais lindas que tive foi nas Terras Altas. Lugar maravilhoso, calmo, frio e aconchegante. E o Vale Nevado será um dos meus próximos destinos. Em "A irmã da lua", acompanhamos as descobertas de Tiggy, a irmã mística, vegana e defensora dos animais. No mais, o enredo é exatamente o mesmo dos demais romances da autora. Voltamos ao passado para descobrir os antepassados da protagonista, há uma história de amor por lá e outra no presente. Sem grandes surpresas. Tiggy descende de ciganos. Acompanhamos suas músicas, danças e crenças, tudo de forma bem estereotipada. A alegria termina com a Guerra Civil Espanhola e os homens de Franco, que invadem as grutas onde os 'gitanos' moram, matando quase todo mundo. A autora inspirou-se na dançarina de flamenco Carmen Amaya para compor sua personagem cigana Lúcia, avó de Tiggy, mulher chata e sem graça. Conseguiu me irritar muito. Há algumas passagens sobrenaturais difíceis de serem digeridas, principalmente por estarem totalmente fora de contexto. Ainda assim, valeu pela viagem. Mais uma vez.


Leia também:

As sete irmãs (Brasil)
A irmã tempestade (Noruega)
A irmã da sombra (Inglaterra)
A irmã da pérola (Austrália)