sábado, 31 de outubro de 2015

não conte a ninguém


Depois da decepção da minha primeira experiência com os romances policiais de Harlan Coben, resolvi dar uma segunda chance ao autor. Porque apesar do final decepcionante de “Seis anos depois”, gostei do ritmo de sua narrativa. E também porque estava em uma fase de livros rápidos. Daqueles que não conseguimos largar. Felizmente, tomei esta decisão, pois “Não conte a ninguém” é de tirar o fôlego. Fui noite adentro até terminar a última linha. Ainda assim, fui um pouco mais e reli o último capítulo para absorver melhor o final, que é de arrasar. Sensacional. Não vou dizer que é o livro da minha vida, mas para o que ele se propõe, é muito bom.

Beck e Elizabeth se conhecem desde sempre. Cresceram juntos e o relacionamento foi além de simples amizade entre crianças. Tanto que o primeiro beijo deles foi quando tinham doze anos (acho que é isso). Fato comemorado todo ano com a ida ao local em que o tal beijo aconteceu, perto de um lago. Para marcar cada aniversário da união, eles fazem um risco na árvore que testemunhou tudo. Casados e prestes a colocarem a oitava marcação, eles sofrem um ataque. Elizabeth é raptada e assassinada. Beck é golpeado e largado no lago inconsciente. Anos depois, o médico – ele é pediatra -, recebe um e-mail que muda o rumo da trágica história. Talvez Elizabeth ainda esteja viva e em perigo. Mas por que ela se escondeu? Outras dúvidas também aparecem no decorrer da trama. Beck foi jogado inconsciente na água. Como ele conseguiu sair de lá? Teria algo a ver com a (agora suposta) morte da esposa? É o que a polícia investiga. Penso que tudo foi muito bem colocado e resolvido por Coben. Os capítulos são curtos e mesclado com narradores em primeira e em terceira pessoa, a todo momento colocando um diferente ponto de vista e um fato novo que vai mudar o enredo. Outro ponto interessante é que o autor ressalta que não existe limite entre o bem e o mal, o que torna alguém melhor que outro, afinal? Até a máfia aparece. Por falar nisso, ao terminar a leitura fiquei morrendo de vontade de rever a trilogia "O poderoso chefão". Talvez faça isso e continue um pouco mais no clima desse romance.

Ah! O livro ganhou adaptação cinematográfica na França. Comecei a assistir, mas não consegui ir até o fim. Em tempo: meio que de leve, este é outro romance que me fez lembrar  'O Assassinato de Roger Ackroyd', de Agatha Christie. Aliás, fica a dica ;-)

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